Anteriormente a locomotiva norte-americana era a nica fora operante que freava a recesso na Europa e no Japo.
No incio de fevereiro, elevou repentinamente as taxas de juros de curto prazo; de l para c, os bnus de longo prazo entraram em queda contnua em Wall Street e este choque norte-americano desencadeou ondas de fraqueza financeira nos mercados de bnus do mundo inteiro.
Os investidores norte-americanos vm aprendendo a enxergar a longo prazo: a comprar aes e conserv-las por dcadas, em lugar de tentar prever os altos e baixos do ciclo empresarial.
Por que tudo isso aconteceu?
A tendncia de alta do mercado de aes nos EUA e no resto do mundo no conseguir evitar este difcil teste.
Apresento a seguir minha anlise do que aconteceu e tambm minhas recomendaes aos bancos centrais de pases importantes, que hoje precisam repensar suas polticas.
O que move os mercados e move as autoridades do Fed  o estupendo crescimento do PIB real dos Estados Unidos, que chegou a 7% anuais no ltimo trimestre de 1993.
O prognstico consensual que estava sendo feito antes apontava para algo entre 2% e 3%.
As piores nevascas do sculo nos Estados Unidos, somadas ao grave terremoto na Califrnia, vo mascarar temporariamente a fora da economia no primeiro trimestre.
Mas isso no  negativo.
Aes e bnus costumavam ser investimentos alternativos.
Taxas de 3% ou 4% hoje parecem plausveis, baseando-se apenas no mpeto atual.
As aes em Nova York caram 22% num nico dia.
Evidentemente foi sua fora, e no sua fraqueza: no ltimo trimestre de 1987 os EUA tiveram uma taxa de crescimento econmico anual de 6% -a maior taxa de crescimento desde 1983, e que no voltou a ser equiparada novamente at o final de 1993.
Todos os presidentes de bancos centrais so dados a essa fobia.
Os aumentos nas taxas de juros nominais e reais que os EUA podem suportar poderiam ser prejudiciais para uma recuperao sadia em 1994-95 para o resto do mundo.
Um servia como "hedge" (proteo) para o outro.
Os bancos centrais europeus, individualmente e em conjuno informal, fariam bem em no deixar que suas taxas de juros aumentem proporcionalmente ao aumento norte-americano.
